Alunos de Medicina da UniMAX, em Indaiatuba, reclamam de reajuste e mensalidade que pode ultrapassar R$ 16 mil em 2027
Instituição anunciou aumento de 7,2% nas mensalidades para o próximo ano. Estudantes questionam os valores cobrados, a infraestrutura e a qualidade do ensino; universidade afirma que reajuste segue índices inflacionários e legislação vigente.
Alunos do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX), em Indaiatuba (SP), estão manifestando insatisfação com o reajuste das mensalidades anunciado pela instituição para 2027. Segundo relatos encaminhados ao Indaiatubanos, o valor integral da mensalidade poderá ultrapassar R$ 16 mil, enquanto estudantes que realizarem o pagamento até o quinto dia útil terão um desconto de pontualidade, reduzindo o valor para mais de R$ 13 mil.
O comunicado enviado pela universidade informa que o reajuste será de 7,2%, percentual que, segundo a instituição, acompanha a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do setor educacional em 2026. A UniMAX afirma que a atualização corresponde à inflação do período, sem acréscimo adicional acima desse índice.
Apesar da justificativa, estudantes contestam o aumento e afirmam que os valores cobrados não correspondem à estrutura e à qualidade dos serviços oferecidos pela instituição.
Em denúncia encaminhada anonimamente ao Indaiatubanos, estudantes relataram preocupação com os reajustes consecutivos. Segundo eles, entre 2025 e 2026, as mensalidades já haviam registrado um aumento superior a 12%.
Os alunos também questionam o desempenho acadêmico da instituição. Conforme o relato, o curso de Medicina possui nota 3 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), em uma escala que vai até 5. Para os estudantes, o resultado não seria compatível com os valores cobrados, que, segundo eles, se aproximam dos praticados por instituições de ensino com avaliações superiores.
Outra reclamação envolve a infraestrutura disponibilizada aos universitários. Os denunciantes afirmam que não perceberam melhorias significativas nas salas de aula, laboratórios e demais instalações que justificassem os aumentos registrados nos últimos anos.
Além das questões estruturais, os estudantes relatam insatisfação com a qualidade do ensino e com o suporte oferecido aos alunos, considerando o custo elevado da graduação.
A preocupação também envolve a continuidade dos estudos. Segundo os relatos, alguns universitários temem não conseguir arcar com os novos valores e precisar trancar a matrícula antes de concluir a formação.
Diante da situação, estudantes criaram o perfil @reajuste.unimax no Instagram para reunir manifestações e dar visibilidade às reclamações relacionadas às mensalidades.
UniMAX se manifesta sobre reajuste das mensalidades
Procurada pelo Indaiatubanos, a UniMAX encaminhou uma nota oficial nesta segunda-feira (26), esclarecendo os motivos que levaram à atualização dos valores do curso de Medicina para 2027.
Segundo a instituição, desde 2022, a universidade vinha absorvendo integralmente os custos relacionados à manutenção e ao desenvolvimento do curso, sem repassar esses valores aos estudantes durante o período. A UniMAX afirma que, mesmo diante das despesas, manteve os investimentos em infraestrutura, equipamentos e pessoal.
No entanto, conforme a universidade, a partir de 2026 e agora em 2027, tornou-se necessária a aplicação de reajustes nas mensalidades, considerando a variação anual do IPCA da área educacional no Estado de São Paulo.
A instituição também destacou que os reajustes seguem as disposições do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e da Lei nº 9.870/99, que regulamenta a política de mensalidades escolares e estabelece critérios legais para a definição e fundamentação dos aumentos.
Em nota, a UniMAX reafirmou seu compromisso com a qualidade do ensino e com a formação dos futuros profissionais da área médica.
“Reiteramos nosso compromisso inegociável com o diálogo, a qualidade do ensino, com a formação médica de excelência e com a manutenção de condições adequadas para que todos possam vivenciar uma trajetória acadêmica sólida e completa”, declarou a instituição.
A universidade encerrou o comunicado informando que permanece à disposição para esclarecimentos adicionais.











