Toyota ainda não define destino da fábrica de Indaiatuba após transferência para Sorocaba
Com informações g1 Campinas
A saída da Toyota de Indaiatuba entrou na fase final neste mês de junho, com a transferência das operações da montadora para Sorocaba prestes a ser concluída. Apesar do avanço do processo, a empresa informou que ainda não definiu qual será o destino da unidade instalada no município há 28 anos.
Em nota, a Toyota afirmou que a destinação futura da fábrica de Indaiatuba “será definida oportunamente” e destacou que, neste momento, a prioridade é concluir a transferência das atividades e cuidar dos colaboradores envolvidos no processo.
Em 2024, a montadora firmou um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região para a transferência de funcionários para outras unidades ou adesão a um Plano de Demissão Voluntária (PDV). A planta chegou a empregar cerca de 1,5 mil trabalhadores.
Inaugurada em 1998, a fábrica de Indaiatuba foi a segunda unidade da Toyota no Brasil e produziu mais de 1 milhão de veículos do modelo Corolla ao longo de sua trajetória. Segundo a empresa, também foi na unidade que saíram os primeiros modelos híbridos flex do mundo.
Investimento e modernização
A mudança faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado pela Toyota para o Brasil, que prevê a concentração das operações industriais em Sorocaba.
A nova planta passará a produzir o Corolla sedã, atualmente fabricado em Indaiatuba. De acordo com a montadora, a transferência tem como objetivo fortalecer a competitividade da empresa e sustentar o crescimento de longo prazo.
A Toyota explicou que a unidade de Indaiatuba possui limitações para modernização e expansão. Segundo a empresa, uma atualização profunda exigiria a interrupção prolongada da produção, além de enfrentar restrições físicas para ampliação da estrutura.
Ainda conforme a montadora, a concentração das operações em Sorocaba permitirá modernizar processos, ampliar a capacidade produtiva e integrar de forma mais eficiente as operações industriais e a cadeia de fornecedores.
Até o momento, não há definição sobre o futuro da área ocupada pela fábrica em Indaiatuba após a conclusão da transferência das atividades.











