Indaiatuba mantém tarifa de ônibus congelada desde 2019 e subsídios ao transporte sobem 309%
Segundo informações do Portal Jornal de Indaiatuba, enquanto a cidade de São Paulo anunciou na última segunda-feira (29) o reajuste da tarifa de ônibus que passará de R$ 5,00 para R$ 5,30 a partir de 5 de janeiro de 2026, Indaiatuba segue sem atualizar o valor da passagem desde 2019.
Na capital paulista, o aumento de 6% ficou acima da inflação acumulada em 12 meses, de 4,5%, segundo o IPCA do IBGE. A Prefeitura de São Paulo justificou o reajuste com base no aumento dos custos operacionais e na revisão periódica dos contratos das empresas de transporte.
Em Indaiatuba, por outro lado, a tarifa permanece congelada há seis anos. Desde então, o município tem ampliado de forma significativa os recursos públicos destinados ao custeio do transporte coletivo urbano.
De acordo com a inflação acumulada entre 2019 e 2025, que se aproxima de 45% pelo IPCA, uma eventual correção integral da tarifa elevaria o valor atual para cerca de R$ 6,50, caso o reajuste fosse aplicado em 2026 apenas para recomposição inflacionária.
Subsídios ao transporte coletivo
Com a manutenção da tarifa sem reajustes, os aportes financeiros da Prefeitura de Indaiatuba ao sistema de transporte coletivo cresceram de forma contínua nos últimos anos. Os valores englobam subsídios regulares, extraordinários e indenizações por reequilíbrio econômico-financeiro pagos à concessionária responsável pelo transporte urbano.
Em 2021, o município destinou R$ 13,4 milhões ao custeio do sistema. Em 2022, os repasses somaram R$ 28,6 milhões. No ano seguinte, em 2023, o valor subiu para R$ 36,9 milhões. Já em 2024, os pagamentos alcançaram R$ 52,7 milhões. Para 2025, a estimativa é de aproximadamente R$ 55 milhões até o encerramento do ano, mantendo o padrão de repasses mensais observados até novembro.
Entre 2021 e 2025, o crescimento dos subsídios municipais ao transporte coletivo em Indaiatuba chega a cerca de 309%, segundo dados consolidados dos pagamentos realizados no período.
Os números indicam que, apesar de a tarifa paga pelo usuário final permanecer inalterada desde 2019, os custos do sistema vêm sendo absorvidos de forma crescente pelo orçamento público, acompanhando a elevação das despesas operacionais do transporte coletivo no município.











