Paciente de 71 anos passa pela primeira angioplastia realizada pelo SUS em Indaiatuba
Por Renata Lippi A. Lemuchi Secom/PMI
Um paciente de 71 anos passou pela primeira angioplastia realizada em Indaiatuba pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento ocorreu na terça-feira (8), no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), após o homem dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com diagnóstico de infarto.
Segundo a Prefeitura de Indaiatuba, o caso também marcou a primeira utilização de medicamento trombolítico para o tratamento de um infarto na UPA do município e foi o primeiro atendimento realizado integralmente pelo programa Indaiatuba do Coração.
O paciente permanece internado no Haoc e apresenta quadro estável.
Diagnóstico em três minutos
O homem chegou à UPA às 21h54 de segunda-feira (7), com dor no peito e laudo indicando infarto. Ele foi submetido a um eletrocardiograma digital, cujo resultado ficou pronto em três minutos e confirmou um infarto agudo do miocárdio.
A equipe médica iniciou uma estratégia fármaco-invasiva. O paciente recebeu um medicamento trombolítico, utilizado para ajudar a dissolver o coágulo responsável pelo bloqueio da artéria.
Foi a primeira vez que esse tipo de medicamento foi utilizado para tratar um paciente com infarto na UPA de Indaiatuba.
Após os primeiros atendimentos e a estabilização do quadro, o homem foi transferido para o Haoc, onde realizou cateterismo. Na terça-feira, passou por angioplastia, procedimento utilizado para restabelecer o fluxo sanguíneo em artérias coronárias obstruídas.
De acordo com o secretário municipal de Saúde e cardiologista, Flávio Brito, a rapidez e a integração entre as diferentes etapas são fundamentais no atendimento a pacientes com infarto.
“Esse é um atendimento que precisa acontecer de forma organizada, porque uma etapa depende da outra. O trombolítico é utilizado para tentar restabelecer o fluxo sanguíneo e, depois, o paciente precisa ser encaminhado para avaliação por cateterismo e, quando indicada, a angioplastia”, afirmou.
Programa Indaiatuba do Coração
O atendimento faz parte do programa Indaiatuba do Coração, criado para ampliar a assistência de alta complexidade cardiovascular oferecida pela rede pública municipal.
Em março, a UPA recebeu novos equipamentos destinados às salas Vermelha e Amarela, utilizadas principalmente no atendimento de pacientes em estado mais grave. Os profissionais também passaram por treinamentos para utilização dos equipamentos e atendimento de emergências cardíacas.
Em julho, Indaiatuba foi habilitada pelo Ministério da Saúde como Unidade de Assistência em Alta Complexidade Cardiovascular nos serviços de Cirurgia Cardiovascular e Cardiologia Intervencionista. A habilitação foi oficializada pela Portaria GM/MS nº 11.891, publicada em 2 de julho de 2026.
Com a medida, o município passou a contar com recurso anual de aproximadamente R$ 4 milhões incorporado ao teto de Média e Alta Complexidade (MAC). Para 2026, estão previstos cerca de R$ 2 milhões, com parcelas mensais destinadas ao custeio dos serviços especializados.
Segundo a administração municipal, a implantação da estrutura permite que pacientes com infarto iniciem o tratamento ainda na UPA e sejam encaminhados, de forma integrada, para procedimentos especializados no próprio município.











