A “Operação Respiro da Baleia” desarticulou, nesta segunda-feira (26), um esquema criminoso de venda de créditos fictícios de ICMS que causou prejuízo estimado em ao menos R$ 30 milhões. Uma pessoa foi presa em Indaiatuba (SP).
Com informações g1 Campinas
A ação foi realizada pela Polícia Civil e pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Receita Estadual, com apoio do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) de Londrina (PR).
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados judiciais, sendo cinco mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão em endereços localizados na capital paulista, cidades da região de Campinas (SP) e no estado do Paraná.
Além das prisões e apreensões, a Justiça determinou o sequestro de bens avaliados em R$ 362 milhões, incluindo seis imóveis ligados aos investigados.
Segundo as investigações, o grupo criminoso mantinha uma estrutura organizada e especializada para aplicar golpes em empresas interessadas em obter créditos tributários de ICMS com descontos considerados atrativos.
A apuração aponta que os criminosos atuavam em diferentes etapas. Primeiro, levantavam informações detalhadas sobre as empresas-alvo, identificando possíveis vítimas e o perfil financeiro delas. Depois, um integrante do grupo, apontado pela polícia como “homem de confiança”, fazia contato oferecendo supostos créditos tributários com valores abaixo do mercado.
Após convencer as empresas a realizar os pagamentos, os suspeitos direcionavam o dinheiro para contas de empresas de fachada. Em seguida, os valores eram fracionados e transferidos para diversas contas bancárias diferentes, numa tentativa de dificultar o rastreamento pelas autoridades.
A polícia também identificou o uso de consultorias fictícias e a participação de “sócios ocultos” para esconder a origem do dinheiro e auxiliar na lavagem de capitais.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema e apurar a participação de empresas utilizadas na movimentação financeira do grupo criminoso.
Com informações g1 Campinas











