Indaiatuba registra alta de 73,5% nas vendas de imóveis em 2025, maior índice da região de Campinas
Por Gabriel Pitor, g1 Campinas e Região
O mercado imobiliário de Indaiatuba (SP) registrou forte crescimento em 2025, com aumento de 73,5% nas vendas de imóveis em relação a 2024, segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). O percentual é o maior entre as cidades da região de Campinas.
Ao todo, foram comercializados 3.787 imóveis no município no ano passado, contra 2.183 no período anterior. Apesar do avanço expressivo, o resultado ocorreu mesmo com a suspensão, por parte da Prefeitura, da aprovação de novos loteamentos residenciais e condomínios verticais.
De acordo com o Secovi, o principal motor desse crescimento foi o segmento de alto padrão. Segundo o diretor da entidade em Indaiatuba, Pierluigi Clini, conhecido como Poy, esse tipo de empreendimento teve papel decisivo no desempenho do setor.
“O Minha Casa, Minha Vida tem sua importância, mas os lançamentos de alto padrão fizeram a diferença”, afirmou. Ele também destacou que há expectativa de continuidade nas vendas, mesmo com o cenário atual.
Volume financeiro e comparação regional
As vendas movimentaram cerca de R$ 1,8 bilhão em 2025, com ticket médio de R$ 500,6 mil por imóvel. Em Campinas, por exemplo, o crescimento foi menor, de 32%, com 6.228 unidades vendidas e movimentação de R$ 3,6 bilhões.
Já Sumaré e Hortolândia somaram, juntas, 2.741 transações no mesmo período.
Qualidade de vida atrai compradores
Segundo especialistas do setor, fatores como qualidade de vida, segurança e bons indicadores sociais ajudam a explicar a alta procura por imóveis em Indaiatuba.
Poy afirma que há uma migração constante de compradores vindos principalmente de Campinas e da capital paulista.
“É uma cidade consolidada, com excelente qualidade de vida. Muitas pessoas visitam e acabam decidindo morar aqui”, disse.
Suspensão de novos empreendimentos segue até 2027
A Prefeitura suspendeu, no início de 2025, a emissão de novas certidões de viabilidade para loteamentos e empreendimentos residenciais. A medida, inicialmente válida por 12 meses, foi prorrogada até janeiro de 2027.
A administração municipal informou que a decisão tem como objetivo garantir o desenvolvimento urbano sustentável, equilibrando crescimento populacional com infraestrutura, mobilidade e serviços públicos.
Mesmo com a restrição, o mercado segue aquecido devido à venda de empreendimentos que já haviam sido aprovados anteriormente.
“O crescimento nas vendas não está ligado a novos projetos, mas sim ao estoque já autorizado”, explicou o Executivo.
Planejamento e expectativa do setor
Para o setor imobiliário, o período de suspensão também é visto como uma oportunidade para planejamento e desenvolvimento de novos projetos.
A expectativa é que, com a futura liberação, haja um volume significativo de novos pedidos, o que costuma ocorrer em anos próximos às eleições municipais.
“Isso ajuda no planejamento urbano e na organização do crescimento da cidade”, avaliou o diretor do Secovi.
Por Gabriel Pitor, g1 Campinas e Região











