Senado aprova projeto de lei que recria a cobrança do seguro obrigatório de veículos DPVAT

Texto segue para sanção presidencial. Durante tramitação, Congresso incluiu medida que libera R$ 15 bilhões em gastos para o governo federal.

Por Sara Curcino – g1

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8) o projeto que determina a volta da cobrança do seguro para cobrir indenizações a vítimas de acidentes de trânsito, conhecido anteriormente como DPVAT.

Foram 41 votos favoráveis ao texto, o mínimo necessário. A proposta segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pagamento, que acontecerá uma vez ao ano, será obrigatório para os donos de carros e motos. O valor da taxa e a data do primeiro pagamento ainda não foram definidos, mas o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a equipe econômica estima uma tarifa entre R$ 50 e R$ 60, a partir de 2025.

A cobrança do DPVAT foi extinta durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). A última vez que os donos de veículos pagaram o seguro foi em 2020. Desde 2021, a gestão do saldo remanescente passou da seguradora Líder para a Caixa Econômica Federal.

Como vai funcionar

O seguro passará a se chamar Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidente de Trânsito (SPVAT) e funcionará da seguinte maneira:

  • o pagamento será obrigatório para quem tiver carro ou moto. Um fundo comum é criado para reservar as contribuições e os valores serão usados para cobrir indenizações por morte ou invalidez, pagas às pessoas que sofrerem acidentes.
  • o dinheiro também será usado no reembolso de despesas com tratamento médico, fisioterapia e próteses se esses serviços não estiverem disponíveis, via SUS, no município.
  • o seguro cobrirá despesas funerárias e reabilitação profissional de pessoas com invalidez. Não poderá receber auxílio quem já for assistido por seguro privado e plano de saúde;
  • os valores, tanto da taxa do seguro quanto das indenizações, ainda serão definidos. O pagamento do SPVAT pode mudar de acordo com o tipo de veículo;
  • o motorista que não pagar o seguro obrigatório estará sujeito a multa por infração grave. O presidente Lula pode vetar esse ponto;
  • terá direito à indenização quem sofreu acidente ou companheiro e herdeiros da vítima, em caso de morte. Mesmo que os veículos envolvidos no acidente estejam irregulares – ou seja, caso os donos não tenham pagado o seguro – as vítimas terão acesso aos recursos;
  • o pagamento da indenização deve ocorrer em um prazo de 30 dias;
  • o licenciamento do veículo só será concedido a partir do pagamento do SPVAT, assim como a transferência de proprietário e a baixa do registro do carro;
  • a Caixa vai cobrar o seguro, administrar o fundo e analisar os pedidos de indenização. O banco poderá contratar empresas terceirizadas para auxiliar na operação. Os recursos para pagar as empresas sairão diretamente do fundo;
  • os estados podem fechar convênio com a Caixa para que o pagamento do SPVAT seja feito junto com o licenciamento ou com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA);
  • os estados que efetuarem a cobrança poderão receber até 1% do montante arrecadado;
  • estados e municípios que oferecerem transporte público coletivo ainda vão receber de 35% a 40% do dinheiro arrecadado.

    Parlamentares incluíram um “jabuti” – no jargão do Congresso, um assunto estranho ao tema original da proposta incluído durante a tramitação – com objetivo de adiantar as despesas que o governo fará neste ano. Durante a votação, senadores tentaram retirar o trecho do projeto, mas ele foi mantido por uma votação superior à do texto principal.

    A mudança será feita na lei do novo regime fiscal, que vale desde 2023. O dispositivo antecipa a data em que o governo, caso registre um crescimento da receita em comparação ao ano passado, pode abrir crédito suplementar (extra).

    A medida vai liberar mais de R$ 15 bilhões em gastos. Os recursos devem ser usados, por exemplo, para desfazer bloqueios no orçamento e garantir investimentos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O interesse da cúpula do Congresso é, principalmente, na retomada de R$ 3,6 bilhões em emendas de comissão, vetadas pelo presidente Lula, com esses recursos

FICARAM SABENDO DESSA?

Conta de água e esgoto fica 11,19% mais cara em Indaiatuba após revisão tarifária

Tarifa de água e esgoto em Indaiatuba terá revisão de 11,19%; novos valores passam a...

Fábrica da Toyota em Indaiatuba vive últimos momentos de operação após 28 anos na cidade

Toyota ainda não define destino da fábrica de Indaiatuba após transferência para Sorocaba Com informações g1...

Atlas da Violência: Indaiatuba é 85ª no ranking nacional e a mais segura entre cidades acima de 200 mil habitantes

Indaiatuba é a cidade mais segura do Brasil entre municípios com mais de 200 mil...

Esquema de créditos falsos de ICMS causa prejuízo de R$ 30 milhões e tem prisão em Indaiatuba

A “Operação Respiro da Baleia” desarticulou, nesta segunda-feira (26), um esquema criminoso de venda de...

Câmara aprova empréstimo de R$ 172 milhões para obras de saneamento na região de Itaici

A Câmara de Indaiatuba aprovou nesta segunda-feira (18) a contratação de até R$ 172 milhões...

Pelo 3º ano seguido, Gavião Peixoto é a melhor cidade do Brasil; Campinas fica em 31º e Indaiatuba em 89º

Ranking aponta as melhores cidades para se viver no brasil em 2026; veja posição de...

Indaiatuba terá Hospital Municipal no Bom Sucesso, nova estrutura no Hospital Dia e mudanças na UPA

Prefeitura de Indaiatuba anuncia ampliação da rede hospitalar, primeira UTI municipal e novas UBSs A Prefeitura...

Indaiatuba será palco da abertura da temporada 2026 do Arena Cross no dia 16 de maio

Arena Cross 2026 tem mudança de local, ingressos esgotados e transmissão ao vivo da etapa...

Figura conhecida em Indaiatuba, Hilton Ruffino, o Koringa, lança livro “Diário de um Bobo”

Livro “Diário de um Bobo”, de Hilton Ruffino, é lançado em Indaiatuba A Biblioteca Pública Antônio...